O que é uma rede de frio?
A logística do armazenamento e transporte de vacinas Uma iniciativa mundial de vacinação em massa é fundamental para vencermos a pandemia de covid-19, mas a logística que isso requer é incrivelmente complexa. Os dois elementos mais complicados? Armazenamento e transporte. A distribuição de doses das vacinas é muito mais trabalhosa do que simplesmente encaixotar os frascos e colocá-los em um caminhão. Desde o momento em que uma vacina sai do fabricante, até ser administrada no paciente, ela precisa ser mantida em condições ideais e altamente específicas. Por exemplo, a vacina contra a covid-19 da Pfizer tem que ser armazenada a uma temperatura extremamente baixa, -70°C. É por isso que o sucesso dos esforços de imunização em grande escala depende de uma rede de frio confiável: um sistema seguro para o armazenamento e transporte de vacinas, nas temperaturas recomendadas. Quais os componentes da rede de frio? A rede de frio ideal une três elementos igualmente importantes: Equipamentos: na maioria dos casos, a melhor opção de armazenamento é uma unidade farmacêutica especialmente desenvolvida para o armazenamento de vacinas. Ao contrário do freezer em que você guarda sorvetes, estes equipamentos podem custar mais de US$ 15.000. Coolers portáteis especiais também são importantes para transportar as vacinas de um local para outro. Funcionários: os funcionários e voluntários encarregados de manusear as vacinas devem ser minuciosamente treinados em práticas seguras de armazenamento e transporte. Isso é particularmente importante porque vacinas diferentes exigem condições diferentes. Processos: as unidades de vacinação devem ter instruções claras, detalhadas e atualizadas para o manuseio das vacinas, além de planos de contingência para emergências. E se acabar a energia elétrica? E se houver um fenômeno meteorológico? Estas e outras perguntas devem ter respostas completas. O que acontece se houver problemas na rede de frio? As vacinas só podem proteger contra doenças se forem entregues com segurança. A superexposição a calor, frio ou luminosidade pode comprometer a sua qualidade. Isso não só diminui a eficácia das vacinas, mas também leva ao desperdício de doses e a perdas financeiras. Vacinas estragadas, reposição e despesas administrativas, e erros referentes à rede de frio custam bilhões de dólares por ano para os transportadores desse setor. Como nós ajudamos Há mais de 30 anos, os associados do Rotary vêm apoiando o transporte seguro de vacinas contra a pólio em todo o globo. No que diz respeito à covid-19, estamos igualmente comprometidos a levar vacinas para todos. Saiba como estamos desempenhando nosso papel: http://on.rotary.org/covid19efforts. (Texto de Elizabeth Schroeder, Rotary International)
Leve seu filho para plantar uma árvore
O contato com a natureza desde cedo cria o senso de pertencimento e laços de afeto com o planeta, criando adultos mais conscientes e respeitosos com o meio ambiente As crianças são um solo fértil em que ideias plantadas de forma divertida e com encantamento têm muita força para germinar. Por isso, é tão importante garantir que os pequenos cresçam com experiências na natureza, por meio do plantio ou do contato livre com a terra. Isso cria o senso de pertencimento e laços de afeto com o planeta, formando adultos mais conscientes e respeitosos com o meio ambiente. Os seres humanos, como espécie, se afastaram muito da natureza, deixando de ver a si mesmos como parte intrínseca dela. Essa desconexão foi tanta, que crianças que crescem na cidade ou sem muito contato com a terra, estão desenvolvendo a chamada naturofobia. “É uma aversão ao que se chama de “sujeira” da natureza. Muitas têm receio de sujar as mãos de barro ou de pisar na grama, por exemplo”, conta Renata Cabrera de Morais, secretária de turismo e cultura de Jarinu (SP) e autodidata em alimentação e agricultura. “É uma geração que já foi construída com aversão a tudo que se refere à natureza”. Recentemente, o contato com a natureza passou a ser uma das recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria para o desenvolvimento infantil, visando a saúde mental e física da criança. Uma forma simples de promover esses e outros benefícios, é levando seu filho para plantar uma árvore. Ele se beneficia e ainda deixa um presentão para o planeta! Por que plantar árvores com as crianças? “Plantar árvores é uma aula prática de cuidado com o meio ambiente e ajuda a criança a entender a importância da preservação”, conta Isabela Abreu, mãe da Clara e fundadora do programa Natureza de Criança. Acompanhar o desenvolvimento de uma árvore que ela mesma plantou constrói um respeito e um afeto maior pelos elementos naturais. “Ela passa a entender que, para que a árvore cresça, não basta plantar a semente; é preciso cuidar”, completa Isabela. É uma excelente forma de apresentar os ciclos da natureza, pois os pequenos poderão observar que, nos períodos chuvosos, não precisarão regar tanto quanto em momentos de seca, ou que a quantidade de sol interfere no crescimento das plantas. Também serão testemunha das folhas da árvore caindo ou até do desenvolvimento de uma lagarta e outros insetos. Plantar árvores traz conhecimento sobre o processo de desenvolvimento da vida vegetal, além de uma maior consciência da origem dos alimentos. “Depois que nos tornamos sedentários, a plantação foi nosso meio de sobrevivência”, revela a internacionalista Renata. “Mas, com o passar do tempo, deixamos de ser responsáveis pelo que comemos”, acrescenta. Segundo ela, mexer na terra é um resgate da ancestralidade e do instinto de sobrevivência. Essa atividade vai muito além de um aprendizado teórico, e contribui para o desenvolvimento sócio emocional quando é realizada, por exemplo, de forma coletiva. “O contato com a natureza gera um espírito colaborativo maior entre as crianças e ainda ajuda no desenvolvimento cognitivo e motor”, relata a educadora ao ar livre Isabela. “Diferentes sons, texturas, cheiros, cores e movimento: todas essas experiências sensoriais contribuem para a criatividade, diminuição da ansiedade e melhora na atenção”, completa ela. Isso auxilia na clareza de pensamento porque a criança está presente e focada, observando coisas que podem não ser do cotidiano dela. “Imagine tudo que é ativado dentro da criança ao caminhar por um ambiente cheio de raízes de árvores, barro, folhas secas escorregadias”, sugere Isabela. “O solo irregular, por exemplo, acorda a musculatura do corpo e faz a criança tomar decisões o tempo todo: onde colocar os pés, as mãos, como se segurar”, exemplifica ela. Como plantar árvores com crianças? As crianças são muito observadoras e curiosas. Não é preciso muito para que elas se engajem em atividades como essa. Se estimuladas desde pequenas, elas se envolverão cada vez mais com brincadeiras na terra, sem medo de se sujar! Por isso, basta preparar o ambiente para que o plantio aconteça e convidá-las para plantar árvores.Não há uma idade ideal para isso pois, sempre que possível, os pequenos vão colher os benefícios do contato com a natureza. Desde cedo é possível introduzir atividades que vão desde plantar um grão de feijão no algodão, até de fato plantar uma muda de árvore. Essa atividade pode ser feita em muitos lugares. “Na cidade, é importante verificar antes, com a administração local, a possibilidade de plantar em canteiros e praças, porque algumas raízes podem quebrar calçadas, por exemplo”, alerta Renata, que implementou o sistema agroflorestal em seu sítio e sempre recebe ajuda dos pequenos que moram por lá. Um sítio, inclusive, é o lugar ideal para a atividade, ou mesmo o quintal de alguma casa. Mesmo em apartamentos, é possível plantar mudas em vasos com as crianças. “Nesse caso, é preciso saber o quanto a árvore vai crescer para uma escolha adequada no tamanho do vaso e local em que vai ficar”, conta Isabela Abreu. A dica dela é o Manacá da Serra, que se adapta bem a áreas urbanas e tem um lindo processo para acompanhar com as crianças: as borboletas colocam seus ovos nas folhas do Manacá! Eles formam lagartas que não saem pela casa, mas que comem as folhas da árvore e se alojam nos galhos secos. “Com uma dose de sorte você consegue ver a borboleta preta e amarela nascendo daquele casulo, um super processo educativo para os pequenos”, compartilha Isabela. Outra recomendação é apostar nas árvores frutíferas nativas da nossa Mata Atlântica. Além de terem porte menor, essas espécies acabam sendo esquecidas por não terem finalidade comercial. “São boas opções tanto as mais populares, como o pé de pitanga, jabuticaba e amora, quanto as menos conhecidas, como as árvores de uvaia e grumixama”, indica Renata. Plantar árvores contribui para a regeneração do meio ambiente? Em termos ambientais, tudo que gera vida é válido. “As árvores tem uma função muito importante na regeneração do planeta”, explica Renata. “Além da transformação do gás carbônico em oxigênio, o plantio de árvores é uma forma de acumular carbono no solo”, completa ela. Os benefícios de plantar uma árvore são ampliados quando isso é feito em um ambiente em que ela tenha condições de, naturalmente, se propagar. “A partir de uma árvore, você atrai, por exemplo, insetos, pássaros e polinizadores que, ao vir àquela árvore, vão trazer outras espécies ou vão levar sementes dessas espécies para outros lugares”, exemplifica Renata. Plantar árvores não deve ser visto nem como insuficiente, pois toda ação é válida, nem como ação única pois, sozinha, uma árvore não tem condições de fazer a regeneração que é necessária hoje. No caso das crianças, o diálogo sobre isso não precisa ser sobre culpa ou responsabilidade na regeneração do planeta. “Uma linguagem lúdica, que aproxime elas da natureza, já traz a reflexão de querer cuidar do meio ambiente”. “O cenário ideal é que isso seja feito em um ambiente onde a árvore consiga exercer outros papéis, ou seja, consiga formar um ecossistema”, conta Renata. Ainda assim, essa é uma atividade muito incentivada até porque, uma vez que você planta uma árvore, há grandes chances de querer plantar outras. Fonte: Revista Crescer
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